Desapontada

Não fico desapontada com a vida. Fico desapontada com aqueles que fingem viver. Chegam as secas e as cheias, a terra germina em brotos tenros, os pássaros edificam seus ninhos e as flores entreabrem perfumosas. Mas parece que agora não temos tempo para perceber isso. Verdadeiros solitários, mesmo se nos relacionamos com outras pessoas nos sentimos solitários, distantes do mundo e da natureza. Tentamos parecer fortes, somos verdadeiros capachos mandados, corações tristes. A alegria da vida já desmotivada, escuridão na luz dos olhos. A estrada é dura e fere os pés, a imundice do corpo nos alinha ao pecado, e, aflitos, nos entregamos ao medo.

Só vive de verdade aquele que encara a morte. Enfrentar a solidão do abismo para depois poder se conectar, a si mesmo, a tudo. A sordície e uma mente desequilibrada nos conspurcam. Mas não há remédio melhor do que o recolhimento e o posterior desabrochar para a vida. Como uma criança, que leva, em sua infantilidade, o gosto pela vida. Quando ainda não precisávamos de vinho para nos alegrar, pois a mente era pueril e límpida. Somente a vibração superior pode afugentar um mau estado de espírito.

Trate de sintonizar uma emoção que enxote do teu coração toda a tristeza e medo. Deixa-te vir a ti. Volvamos a nosso estado original, cheios de vida e sem fingimentos. A vida está cheia de acontecimento adoráveis, que nos ensinam, que usam o enigma do símbolo para nos sugerir algo. Tem sido assim, e sempre será.

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