Qual O Sentido Da Vida?

“Conhecer o que é significa conhecer o que não morre.”

Conhecer o que é é transcender a mente, é ir além do plano ilusório, é conhecer o que fica para sempre.

Só aquilo que não é ilusão fica pra sempre.

E qual o sentido da vida? Não é pra frente, nem para trás, nem para os lados, é para dentro. O sentido da vida é ir para dentro de si procurar o que é, deixando de viver apenas o que parece ser.

Tudo parece ser, tudo é fictício, só quem já foi para dentro de si pode saber o que é de verdade. Não pode ser descrito, não pode ser falado, é algo que é, que transcende.

Já dizia em Delfos: “Conhece-te a ti mesmo.” E isso é libertador, libertamos do que parece ser para conhecer o que realmente é.

“Isso não se dá da noite para o dia nem lhe é dado durante o sono, pelo contrário, custa sério esforço, grande e forte vontade sendo imprescindível também a pureza.”

A vida está em constante movimento, nada é, senão parece ser. Forma e fôrma, muitas as ferramentas, muitas as distrações. Agindo apenas na matéria estamos como um bebê a brincar com seu chocalho, sem nada entender, mas entretido em diversão superficial. Quando é que amadureceremos para algo maior? Quando é que consultaremos nosso interior a fim de saber qual nosso propósito? Eu venho batendo nessa tecla, pois a maioria das pessoas tem o barco da vida sem rumo algum, apenas pairando, apenas brincando, mas chegando a lugar nenhum. Cada alma corre nas teias que constrói, sozinho, e sempre seguindo as leis naturais, pois essas nunca falham. Mas para onde está o rumo? Cada vez mais entretidos na densificação, cada vez mais longe ficamos do que é legítimo. Até que um dia acordamos, como num choque, e resolvemos dar um rumo. E qual o rumo? Está além do que parece ser, além do que está escrito nos livros, transcende tudo e encontra dentro de cada um, na intensidade original da irradiação da alma. Novamente: qual o sentido da vida? Para dentro.

Só o desespero nos fará parar e consultar nossa essência? Só o desespero parece ser capaz de quebrar as duras camadas de ilusão que tecemos e que nos encerram de forma tão dura. Só o desespero. Lamentável. Tudo isso já vos é conhecido. Adentre-se em ti.

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